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terça-feira, 24 de agosto de 2010

História da Congada

 
 


 Da licença meu senhor,
da licença minha senhora!
O grupo Cantos de Congo tem o prazer de te convidar
pra fazer parte da nossa história!
Vamos contar por aqui tudo que se passa com o grupo
que é unido e bonito e faz um trabalho sério,
resgatando e apresentando pro mundo
nossas raízes culturais.
Vem participar com a gente desta linda aventura.
E pra ficar melhor ainda, 
você pode nos contratar
para apresentar ai na sua cidade
um show bem singular
que , com certeza, vai dar o que 
falar!    
 
     História da Congada    
A congada nasceu no Brasil, de uma dança trazida lá da África. Trata-se de um festejo tipicamente brasileiro, mistura das culturas africana, branca e índia. A congada é um produto urbano por excelência, uma vez que necessita de igrejas para ocorrer.
As congadas, assim como outros rituais de origem negra, constituem verdadeiros autos de resgate da identidade dos povos negros dominados pela cultura branca ocidental. A congada se constitui em sua essência pela espiritualidade advinda de religiões africanas, como os candomblés e a umbanda. Até os instrumentos usados pelos congos também são comuns ao candomblé e à umbanda, sendo todos basicamente instrumentos de percussão. Surgida no Brasil com a vinda forçada de povos africanos de origem banto, oriundos das regiões do Congo (daí o nome congada), Moçambique, Angola, entre outras, a congada é uma manifestação característica da cultura afro-brasileira, que encontrou no sincretismo religioso um meio de resistir ao domínio e à imposição etnocêntrica dos valores culturais e religiosos do homem branco. Com expressões como a congada, os povos negros africanos sustentaram sua fé e sua cultura com a manutenção de seus rituais religiosos e culturais.        
       A forma de preservação da identidade negra e de seus valores culturais foi a assimilação e a incorporação de elementos da religiosidade católica, num processo de reelaboração simbólico-religiosa em que orixás e santos católicos encontraram um espaço de coexistência dentro da senzala. Mas essa não foi uma experiência histórica pacífica, sendo que até hoje os ritos afro-brasileiros esbarram em preconceitos e hostilidades. As congadas não têm uma forma fixa em todas as regiões do país. Também não têm uma data fixa para ser realizada. Isso se deve aos diferentes períodos de colonização e uso de diferentes nacionalidades de negros como mão-de-obra escrava e também a uma presença maior ou menor da influência do poder da Igreja. As congadas são muito expressivas em Minas Gerais e São Paulo. Em Minas, principalmente, devido ao grande número de negros trazidos como escravos durante o Ciclo do Ouro, no século XVIII. Ao longo da história do Brasil ocorreu um sincretismo religioso e cultural complexo – um verdadeiro caldeirão –, que caracteriza a congada e tantas outras manifestações afro-brasileiras não como uma simples assimilação da cultura do outro, imposta como forma de domínio, mas sim como resistência política, por meio da qual é preservado um arcabouço cultural ao mesmo tempo em que se constrói uma outra estrutura cultural, numa nova composição de símbolos e representações, surgindo assim uma nova identidade totalmente particular.        
Referência do texto: Tomaz, Laycer Tomaz. Da Senzala à Capela. Brasília. Ed. Universidade de Brasília, 2000, 128p. Resumido por José Geraldo Pereira Baião.      
Agora
vamos nos despedindo
prometendo em breve voltar
porque o que o grupo mais tem
é história para contar!

16 comentários:

  1. Fatinha, afinadora de minha'lma, amada!
    Nem sei o que lhe dizer dessa emoção...Mineiridades à parte ou por completo messssmu (rsrs) desejo vida muiiito longa a esse Canto!!! E que os toques dos tambores sejam sempre da mais pura ENERGIA.
    Beijuuss, em todos os Cantos de Congo e nos cantos de sua alma

    www.toforatodentro.blogspot.com

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  2. Oi Fatíma,

    Estou aqui...

    Abraços

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  3. Amiga querida!
    estive lá no seu blog hoje pra matar a saudade, inspirar-me com as lindas músicas e imagens e os belos textos que compartilha conosco. Mas não consegui deixar recadim... pq será? Coisas de Mercúrio retrô. hehehe
    E que lindo projeto este aqui!!! Amei!!!!
    Excelente, como todos os outros.
    grande bjo do amigo

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  4. Olá Fátima.
    Muitos êxitos para os "Cantos de congo", são os meus votos.
    Será mais um meio de conhecer a intercultura Afro-Brasileira, tão ligada a Portugal no passado, neste caso através das "congadas".
    Beijão, Fá.
    .

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  5. Fátima
    Que maravilha!
    Em Sanbto Antônio do Amparo tem Congado, mas vai morrer se alguem não interferir!
    Parabens e tenho certeza que terá exito
    com carinho MOnica

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  6. Oi! Que alegria esse blog, esse trabalho. Parabéns! Viva as manifestações da Cultura Populares Brasileiras de matrizes afro, caboclas e diversas! Fiquei muito feliz e surpresa em saber que me acharam através do youtube. Preciso dar uma organizada naquele canal, pois algumas pessoas me acham por lá. Minha intenção era colocar no meu blog uma rádio com músicas brasileiras de artistas que eu admiro e gosto, aí improvisei aquele canal do youtube para colocar a rádio.
    Grande abraço,
    Elaine!
    www.fulodecroche.blogspot.com

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  7. Sucesso para o canto de congo.

    Beijinho

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  8. Olá, a todos. A congada de Catalão tem mais um site: www.ternodoprego.com.br. Temos ainda página no Facebook (terno do prego) e no Twitter (TernodoPrego). Nos ajude a divulgar uma festa centenária.

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  9. Olá! Curso o 8º Período de Educação Física-UFLA, e preciso fazer um trabalho sobre a congada, seu blog me ajudou muito, obrigada pelo material, e por manter viva esta herança tão linda!

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  10. que maravilha a cantoria de voces !!!!!

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  11. muito bom me ajudou a fazer o meu trabalho de historia ótimo blog susseso

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  12. Concordo antonimo de 4 de novembro fez um milagre no meu trabalho.

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  13. Ai que coisa chataaa!

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  14. demais! fez milagres no meu trabalho

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Batucando com a gente!