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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia do Saci


 Olá amigos do Cantos de Congo!!!

 

Brasileiros trocam bruxa por Saci no Halloween

Nesta sexta-feira, 31 de outubro, é comemorado o Dia do Saci, para homenagear um tradicional personagem do folclore brasileiro. A data escolhida coincide com o Halloween, o Dia das Bruxas, famoso nos Estados Unidos.

“A data foi escolhida propositalmente para chamar a atenção dos brasileiros. O Dia do Saci foi criado como movimento para defesa de mitos nacionais. Considero que temos que divulgar e promover a nossa cultura”, diz Mário Candido da Silva Filho, presidente da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci).
 De acordo com ele, a Sosaci não tem a intenção de barrar a comemoração do Halloween. “Cada vez mais as crianças fazem cursos de inglês e, por meio deles, o Dia dos Bruxas foi difundido no país. Não temos a intenção de lutar contra a cultura de outros povos, apenas lutamos a favor da nossa”, diz. 





Lenda
De acordo com o presidente da Sosaci, desde que a lenda do Saci Pererê surgiu, ela sofreu alterações. “No início, ele era um garoto indígena, com duas pernas e que gostava de fazer brincadeiras, como dar nó na crina do cavalo, jogar sal na comida. Sem maldade, apenas traquinas”, afirma.

Depois, com a chegada dos negros ao Brasil, a lenda teria sofrido alterações. “Passou a ser negro, ter uma perna só, usar gorro e fumar cachimbo.” 




Segundo Silva Filho, o Saci não é um personagem “do mal”, é apenas travesso. “Associar o Saci à imagem de demônio não é válido. Pela lenda, ele é um menino sapeca que preferiu ser livre em vez de viver na senzala nos tempos de colonização do Brasil. A história sofreu alterações. Cada um cria sua imagem do Saci”, completa.
 http://g1.globo.com/Noticias/


Bjs e até a próxima!

sábado, 16 de outubro de 2010

Chorado de Vila Bela da Santíssima Trindade



"Bem-te-vi bateu asa Bateu asa e voou
          Quando tu for embora
          Dá lembrança a meu amor."
 
          "Eu vou embora
          Eu não volto mais aqui
          Eu vou morar na mata
          Onde canta o juruti."







 Chorado de Vila Bela da Santíssima Trindade

Sedução era a arma das mulheres negras de Vila Bela da Santíssima Trindade para tirar o jugo de seus maridos, pais, irmãos ou parentes.
Dançando com muita sensualidade ao ritmo musical que ficou conhecido por Chorado, elas conseguiam que os senhores das senzalas e seus capitães-do-mato amenizassem os castigos impostos aos negros que fugiam ou desagradavam seus donos colonizadores brancos.
“Chorado” é o significado mais exato que essa dança poderia receber. Afinal, o gingado das negras era uma mistura de lágrimas e dor escondidas sobre o frenesi do ritmo, a evolução das ancas, o arfar dos seios e a melodia coletiva em dialetos africanos.
Os gajos se desmanchavam vendo as mulheres evoluírem no salão equilibrando garrafas de Kanjinjin na cabeça, com seus dentes extremamente brancos e os cabelos carapinha. A platéia exclusivamente branca e masculina esticava o olhar sobre os generosos decotes e devorava as coxas que propositadamente os vestidos estampados de chita deixavam à mostra. Ai Jesus! – diziam Manoel e Joaquim, que dominavam a Vila Bela e negra.
A noite não tinha fim. Embalados etilicamente pelo Kanjinjin, bebida afrodisíaca feita pelas mulheres que os enfeitiçavam dançando, os senhores dos escravos se deixavam escravizar tendo somente a lua por testemunha.
Na mesma Vila Bela enquanto os brancos se entregavam às negras, outras relações apimentavam ainda mais as noites de prazer. No silêncio do chamado sacrossanto do lar ouviam-se gemidos das brancas devolvendo aos maridos com a mesma moeda. Sem que soubessem os personagens daquele tempo miscigenavam a população na região de fronteira com a Bolívia, no Vale do Rio Guaporé.  
Com essa dança as negras de Vila Bela continuam enchendo os olhos de quem as vê, em apresentações do Grupo Chorado. A sedução é a mesma, mas a razão para a dança é outra: a tradição.



 Bjs e até a próxima!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Salve Mauricio Tizumba



Sá Rainha
Maurício Tizumba
Sá rainha chamou ê viva, ê viva!
Com chicote na mão: ê viva, ê viva!
Eu não sou de apanhar, eu não sou nego dela
Eu não vou lá, eu não vou lá!
Eu não! Eu não!
Ela vem com conversa de dona,
Mandona mandando a gente trabalhar.
Sei que dói a chibata no lombo,
A canga no ombro pra que que eu vou lá?





Olá amigos do Cantos de Congo!


Salve Maurício Tizumba

Artista preocupado em manter viva a cultura negra, especialmente as várias tradições de origem africana em Minas Gerais, que começou a ser desenvolvida no Brasil desde as primeiras décadas após a chegada dos escravos vindos do continente africano para o país, Maurício Tizumba começou sua carreira trinta e três anos atrás. Como um excepcional apoiador da influência afro nas artes, ele tem trabalhado para manter sua herança africana em seus trabalhos artísticos tais como a música, dança, TV, teatro e cinema. Influenciado por familiares que lutaram para manter viva na cultura brasileira algumas das celebrações africanas tradicionais, Tizumba tornou-se capitão da Guarda de Moçambique, um grupo que celebra o Congado – uma manifestação religiosa de origem africana envolvendo pantomímica que deriva de festivais de coroação africana com elementos europeus e são dedicadas à protetora tradicional dos negros no Brasil, Nossa Senhora do Rosário, e vários santos negros especialmente São Benedito e Santa Efigênia. As celebrações envolvem canto, dança, tambores, procissões de rua, bandas ao vivo e festejos em geral. A origem dessa celebração no Brasil vem do estado de Pernambuco e chegou em Minas Gerais em 1710, o qual tornou-se um dos mais importantes estados na preservação de sua história.
Músico, cantor, ator e compositor, Tizumba é um dos mais populares e completos artistas, com um estilo humorístico que lhe é peculiar, fazendo-o capaz de estabelecer uma relação de sinergia entre a platéia e o artista. Ele possui um carisma surpreendente, que sempre arrebata a atenção do público. Dono de uma técnica típica e sempre original em tudo o que faz é ainda capaz de, mesmo com sua arte multifacetada, ser coerente e persistente às suas crenças. A criatividade ilimitada de Maurício Tizumba torna-o um artista genuinamente brasileiro que pode, também, ser visto como universal devido à sua força, sinceridade e avidez em preservar suas raízes africanas e disseminar sua arte pelo mundo. Com mais de 33 anos de carreira, Mauricio Tizumba vem desenvolvendo importante trabalho na área da cultura negra em Minas Gerais e no Brasil. http://www.tizumba.com/artista.html
Ótimo final de semana para todo mundo!